ombrinha, chapéu, boné, papelão e até apito são objetos que os montes-clarenses lançaram mão nesta quarta-feira para enfrentar o forte calor que tem castigado até mesmo essa população já acostumada com termômetros acima dos 30 graus. Mas 40 graus não é fácil de enfrentar.

Pelas ruas da cidade, um pedacinho de sombra era muito disputado. O calor é resultado de uma massa de ar quente sobre o Estado e que pode provocar temperaturas entre 35 e 37 graus ou ainda mais altas. E a reboque vem a baixa umidade do ar, com índices em torno de 18%, segundo Renan Laughton, da Estação Meteorológica da Unimontes.

Escondidas sob a sombrinha e com um apito em punho, as irmãs Luzinete Pereira da Silva, de 70 anos, e Deuzeni Soares, de 71, usavam o instrumento sonoro para alertar os veículos e facilitar a travessia da rua, evitando ficar muito tempo sob o sol escaldante do meio-dia.

Segundo a médica Cindy Machado, do Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro da Silveira, esta época do ano favorece o aumento de doenças respiratórias e gastrointestinais. Ela alerta para não se praticar atividade física com exposição ao sol, evitar concentração de pessoas em ambientes fechados e beber muito líquido.